31/07/2026

Sua infraestrutura de rede está preparada para a Inteligência Artificial?

Por Filipe Sulprino Batista, Especialista de Produtos da Deutsche Telekom Global Business Solutions 

 

A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa. A tecnologia transforma processos, acelera decisões e redefini a competitividade das empresas. Mas existe um fator frequentemente negligenciado nessa jornada: a infraestrutura de conectividade. 

Os modelos de IA dependem de processamento em nuvem, troca constante de dados e respostas em tempo real. Sem uma rede preparada, ganhos de produtividade podem ser comprometidos por latência, instabilidade e limitações de capacidade. 

É nesse contexto que o Acesso Dedicado à Internet (DIA), suportado por fibra óptica, ganha protagonismo. Diferentemente da internet compartilhada, o DIA oferece largura de banda exclusiva, baixa latência, alta disponibilidade e desempenho previsível, reduzindo riscos de perdas de pacotes de dados — características essenciais para aplicações críticas de inteligência artificial. 

O momento reforça a importância desse tipo de conexão. O Brasil consolida sua posição como principal hub de data centers da América Latina, impulsionado por uma matriz energética renovável, conectividade internacional por cabos submarinos e um ambiente favorável para investimentos em infraestrutura digital.  

Ao mesmo tempo os agentes de inteligência artificial evoluem rapidamente. Além de produzir textos, imagens, áudios e vídeos, já executam tarefas de forma autônoma, interagem com usuários, dispositivos IoT e outros sistemas, ampliando significativamente o volume e a criticidade do tráfego de dados. 

Esse cenário amplia a demanda por redes corporativas escaláveis, capazes de acompanhar a nova geração de aplicações baseadas em IA, o aumento de transferência de dados e gerando retorno de investimento e aumento de produção. 

 

Crescimento na adoção da IA 

A velocidade dessa transformação é inédita. Segundo a Sensor Tower, o ChatGPT ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais em maio de 2026, tornando-se o aplicativo a atingir essa marca no menor tempo já registrado. O dado evidencia que a IA deixou de ser uma tendência para se tornar infraestrutura estratégica dos negócios. 

Segundo a pesquisa Nokia`s 2025 Traffic Report, a IA deverá representar uma parcela significativa do tráfego global das redes de longa distância (WAN) e o tráfego gerado, apenas, pela IA corporativa e industrial deve atingir 101 Exabytes (EB), o que equivale a 101 milhões de terabytes, por mês até 2034, com uma taxa de crescimento anual de 48%.  

Esse crescimento é impulsionado pela adoção de aplicações de realidade aumentada (RA), automação industrial baseada em IA com capacidade de ação autônoma, assistentes de IA autônomos e uso crescente de dados de sensores em aplicações de IA. 

A adoção da IA também é uma tendência no Brasil, segundo o estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) com base em dados do IDC (International Data Corporation), a IA já reorganiza a cadeia de TI no Brasil. A tecnologia é apontada como prioridade tecnológica para 53% dos executivos em 2026, sendo que 40% das empresas já investem em agentes inteligentes e outras 33% pretendem iniciar projetos nos próximos 12 meses.  

De acordo com o IDC, os gastos brasileiros relacionados à implementação de IA deverão superar US$ 3,4 bilhões em 2026, mantendo crescimento superior a 30% ao ano. As empresas que já investem em IA destinarão até um terço de seus orçamentos para agentes inteligentes, que são vistos como a próxima evolução do software corporativo e 69% dos líderes de TI brasileiros consideram a nuvem o ambiente preferencial para aplicações de IA generativa e agentes inteligentes. 

Nesse cenário, a pergunta deixou de ser "como adotar Inteligência Artificial?". A questão passa a ser: "minha infraestrutura está preparada para sustentar essa transformação?". 

Empresas que respondem essa pergunta antecipadamente estarão mais preparadas para escalar e acelerar a inovação, reduzir riscos operacionais e capturar todo o potencial competitivo da inteligência artificial. 

A IA pode transformar os negócios. Mas sua performance começa na qualidade da infraestrutura que a sustenta. Em um mercado cada vez mais orientado por dados, investir em conectividade deixou de ser uma decisão tecnológica para se tornar uma decisão estratégica. 

 

Sobre a Deutsche Telekom Global Business  

A Deutsche Telekom Global Business foi criada na Alemanha em 2020 para ser a unidade de negócios de serviços de comunicação e conectividade do grupo Deutsche Telekom para clientes B2B. A Deutsche Telekom Global Business foi lançada no Brasil em 2023, mas o grupo já atua com serviços de telecomunicações desde 2005.  

A empresa atua em mais de 25 mercados ao redor do mundo e tem cerca de 3 mil funcionários. O portfólio de serviços está focado em redes corporativas flexíveis e seguras como base para a digitalização e a consultoria estratégica está no centro do modelo de negócios. O portfólio de soluções inclui Links de internet, Lan to Lan, SD-WAN, MPLS (Multi-Protocol Label Switching), FWA (Fixed Wireless Access), conexão por satélite, Wi-Fi e soluções de conectividade IoT/M2M.  

A Deutsche Telekom é a operadora líder na Europa, com mais de 273 milhões de clientes móveis, 24 milhões de linhas fixas, 22 milhões de linhas de banda larga e 200 mil funcionários em todo o mundo.  

Mais informações: https://www.telekom.com.br  


Legenda: Filipe Sulprino Batista, Especialista de Produtos da Deutsche Telekom Global Business Solutions 
Créditos: Arquivo/Reprodução