Conexões fixas aumentam segurança de redes corporativas e atendem demanda gerada pela IA
Por Filipe Sulprino Batista, Especialista de Produtos da Deutsche Telekom Global Business Solutions
O início do ano no setor de telecom é marcado pela realização do Mobile World Congress (MWC), onde as empresas apresentam novas soluções e produtos que devem guiar o futuro e ao longo dos anos são implementados pelas operadoras, usualmente, começando no mercado norte-americano, Europa e parte da Ásia e depois em países como o Brasil e outros países da América Latina como Uruguai, Colômbia, Chile e Argentina, com intervalos de tempo cada vez menores.
Entre novidades como o Direct to Device (D2D) e o 6G, outra tendência apresentada nesta edição do evento foi a necessidade de continuar oferecendo aos usuários uma comunicação confiável e segura, principalmente nos ambientes corporativos. Em meio às novas tecnologias de conexão apresentadas, uma das formas de garantir confiabilidade e segurança aos usuários ainda é o uso de conexões fixas disponíveis há décadas como o DIA (Dedicated Internet Access) e DNL (Direct Network Links).
Apesar do DIA e do DNL não estarem na “moda” estas conexões permitem uma arquitetura de rede flexível e desenvolvida para atender às necessidades dos ambientes corporativos. O DIA possibilita às empresas se comunicar com ambientes externos e possui valências que ajudam a atender a demanda por velocidade e capacidade de transferência de dados, que será cada vez maior no futuro. E o DNL possibilita a criação de uma estrutura Lan To Lan (Local Area Network to Local Area Network) essencial para empresas com mais de uma operação, ou seja, com sede e filiais, que possibilita aumentar a segurança ao isolar a comunicação da rede corporativa de fontes externas.
Essas conexões oferecem garantia de disponibilidade, permitem o remanejamento rápido, tem baixa latência e capacidade de transmissão de até 100 Gigabits, características que possibilitam atender a outra tendência, que já impacta o setor de telecom e as empresas, que é a maior geração de dados com o avanço no uso da inteligência artificial, seja a IA já usada em softwares ou a IA física, presente em carros autônomos, drones, robôs e outros dispositivos IoT, que captam informações e que deve crescer nos próximos anos.
IA, edge computing e retorno ao presencial
A IA física vai aumentar o volume de dados gerados e a forma como essas informações são transmitidas. Segundo dois dos principais fabricantes europeus de equipamentos para infraestrutura de telecom e redes, a mudança não está restrita ao volume de dados gerados e que precisam trafegar entre as diferentes operações de uma empresa, mas na forma como a infraestrutura de rede foi desenhada, sendo necessário conciliar o foco no download e o tráfego humano até máquina com o aumento do upload, gerado pela IA física, e o tráfego máquina até máquina.
Pesquisa da consultoria Omdia aponta que o tráfego de dados gerados pela inteligência artificial em 2024 foi de 39 exabytes ou 39 milhões de terabytes. A consultoria estima crescimento de 73% ao ano até 2031, quando o tráfego de IA ultrapassará o convencional. Mas o tráfego de dados gerado pela IA pode já ser muito maior. No próprio MWC o executivo de um fabricante europeu de equipamentos para infraestrutura de telecom e redes afirmou que o tráfego estimado de dados gerados por IA já chega a 77 exabytes por mês, sendo que 53% desse volume suportado por redes móveis.
Não há um apontamento do percentual do volume de dados que precisam trafegar por meio das redes móveis e quais podem ser suportados por conexões fixas como DIA e DNL, que tem velocidade até cinco vezes maior que o 5G. Mas no ambiente corporativo, um bom projeto de arquitetura de rede e gerenciada por software (SD-WAN) pode melhorar a experiência do usuário ao fazer com que os dados destinados a uma outra unidade da empresa ou a um site de edge computing, que processa os dados gerado pela IA, trafeguem por meio de uma conexão fixa dedicada.
Outra tendência que reforça a necessidade de ampliar a capacidade e velocidade de conexão nas operações empresariais é o retorno dos colaboradores aos escritórios, seja em regimes 100% presenciais ou por meio do trabalho híbrido. Se há alguns anos o modelo remoto foi predominante, a cada ano mais empresas voltam a operar de forma 100% presencial ou híbrida e com crescimento no número de dias presenciais.
Segundo a Pesquisa Tendências RH, da plataforma de empregos Catho, em 2023 61% das empresas no Brasil tinham a intenção de retomar o trabalho presencial no ano seguinte. Mas esse movimento foi acima do esperado e a edição de 2024 da pesquisa apontou que o trabalho presencial foi retomado por 73% das organizações. Um levantamento da faculdade Insper em parceria com a consultoria de recursos humanos Robert Half mostra que em 2025 mais da metade da jornada semanal dos brasileiros, 2,7 dias, era cumprida dentro das empresas, o que muda a forma como as empresas devem planejar sua arquitetura de rede para comportar um maior número de usuários nos escritórios.
Segurança, backup e recuperação de dados
As empresas que possuem várias operações, como sede, filiais, fábricas e galpões, também têm o desafio de fazer o backup e a recuperação de dados com segurança e conexões DNL ajudam na transferência de dados entre data centers próprios. Esse tipo de infraestrutura também torna mais eficiente os planos de recuperação de desastres com uma rápida restauração de dados e sistemas em caso de falhas ou desastres naturais, tópico que que tem cada vez mais importância conforme a ocorrência de desastres climáticos aumentam no Brasil.
No período de 2020 a 2023 esse tipo de ocorrência cresceu 250% em comparação com a década de 1990, segundo estudo da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Fundação Grupo Boticário. E, de acordo com o estudo Panorama dos Desastres no Brasil, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), de janeiro de 2013 a dezembro de 2024, desastres de origem natural e de origem tecnológica geraram prejuízos de R$ 732,2 bilhões no país.
Uma boa arquitetura de rede permite que cada tipo de conexão atenda ao seu propósito, o que melhora o fluxo de trabalho dos colaboradores e aumenta a produtividade em todos os setores produtivos. Também aumenta a segurança ao reduzir riscos de perda de dados, problemas com alta latência para operações críticas e riscos de cibersegurança ao limitar a conexão por meio de internet pública apenas nas aplicações necessárias.
Mas antes de incorporar o DIA e o DNL à sua infraestrutura de rede é importante checar se a conexão tem recursos como criptografia, suporte técnico 24 horas por dia, 7 dias por semana, com preços claros e transparentes, sem custos ocultos.
Sobre a Deutsche Telekom Global Business
A Deutsche Telekom Global Business foi criada na Alemanha em 2020 para ser a unidade de negócios de serviços de comunicação e conectividade do grupo Deutsche Telekom para clientes B2B. A Deutsche Telekom Global Business foi lançada no Brasil em 2023, mas o grupo já atua com serviços de telecomunicações desde 2005.
A empresa atua em mais de 25 mercados ao redor do mundo e tem cerca de 3 mil funcionários. O portfólio de serviços está focado em redes corporativas flexíveis e seguras como base para a digitalização e a consultoria estratégica está no centro do modelo de negócios. O portfólio de soluções inclui Links de internet, Lan to Lan, SD-WAN, MPLS (Multi-Protocol Label Switching), FWA (Fixed Wireless Access), conexão por satélite, Wi-Fi e soluções de conectividade IoT/M2M.
A Deutsche Telekom é a operadora líder na Europa, com mais de 273 milhões de clientes móveis, 24 milhões de linhas fixas, 22 milhões de linhas de banda larga e 200 mil funcionários em todo o mundo.
Mais informações: https://www.telekom.com.br