10/07/2026

Como simplificar a integração digital nas operações empresariais

Por Jorge Seiti, Head de Desenvolvimento de Negócios da Deutsche Telekom Global Business Solutions 

 

Independente do setor de atuação, cada vez mais as empresas precisam conectar várias operações. A agroindústria, por exemplo, tem o desafio de adotar soluções IoT e M2M (machine to machine) em suas fazendas, conectar fábricas, escritórios, operações de logística terrestre, terminais marítimos no Brasil e em alguns casos até em outros países.  

O que já é um trabalho complexo de implantação e manutenção por envolver diferentes soluções como fibra ótica, 4G/LTE, 5G, conexão satelital, pode ser ainda mais difícil conforme o número de integradores aumenta e cada um é responsável por uma operação. 

Uma forma de simplificar o processo e aumentar a eficiência operacional é adotar um integrador centralizado. Essa metodologia, de ter uma operadora que atua como integrador, torna o controle de custos mais fácil e melhora a consistência nos serviços prestados por meio da centralização de contratos, cobranças, suporte, faturamento e monitoramento.  

A gestão centralizada ainda facilita a implantação de controles de conformidade em todo o ambiente, reduzindo as vulnerabilidades causadas por uma gestão fragmentada. Se as operações precisarem crescer e adotar soluções como IoT e M2M, passar a usar agentes de IA ou simplesmente demandar mais processamento e transferência de dados é mais fácil unificar a adoção de novas tecnologias e recursos adicionais.  

 

Segurança, escalabilidade e resiliência 

A resolução de problemas é um dos principais benefícios ao se optar por um único integrador. Quando várias operadoras conectam diferentes instalações, qualquer processo para solucionar um problema pode ser lento devido às responsabilidades compartilhadas e dificuldade de encontrar a causa raiz. Com um único operador é possível ter a visualização de ponta a ponta, o que possibilita acelerar o diagnóstico e a coordenação para a resolução do problema fica mais simples.  

Um único integrador possibilita melhorar a supervisão sobre o acordo de nível de serviço (SLA) e a segurança da rede, pois permite ter consistência nas políticas de acesso, nos requisitos de conformidade e padronização no monitoramento do tráfego e na gestão de riscos. Os gestores podem visualizar de forma clara como seus colaboradores usam a conexão, saber se dispositivos externos são conectados e solicitar relatórios de uso para prevenir riscos jurídicos e cibernéticos.  

À medida que as empresas expandem geograficamente ou digitalmente, um único fornecedor pode oferecer suporte a implantações padronizadas em escritórios, filiais e equipes remotas com mais eficiência. Já quando se tem múltiplos fornecedores aumentam as chances de ocorrerem fragmentações e silos com conexões que não são gerenciadas por SD-WAN (Software-Defined Wide Area Network), o que gera problemas no tráfego de informações e nas redundâncias de conexões.  

O desenvolvimento da parceria também propicia à operadora ter uma melhor compreensão dos objetivos de negócio, da infraestrutura do cliente, seus padrões de uso e planos de crescimento. Portanto fica mais fácil saber quais infraestruturas e serviços precisam de múltiplas redundâncias por gerarem impacto aos negócios ou estarem em regiões onde há maior instabilidade causada por problemas ambientais.  

 

Parceria é diferente de dependência 

A integração de soluções de conexão quando bem executada possibilita melhorar a experiência de usuários e clientes, por meio de uma conexão resiliente, suporte consistente e melhor desempenho das soluções usadas no ambiente produtivo.  

No caso dos serviços de conexão de operações distribuídas em um país de dimensões continentais como o Brasil, há um outro desafio. Em alguns locais do país uma operadora pode ter uma boa área de cobertura e oferecer soluções de conectividade fixa e móvel, mas isso pode não acontecer em outros estados onde outra empresa domina a infraestrutura fixa e móvel.  

Por isso antes de adotar a estratégia de um único integrador as empresas precisam checar se a operadora é agnóstica e tem múltiplos parceiros de tecnologia e conectividade, que permitam aplicar a melhor solução, independente de onde esteja localizada a operação que precisa ser conectada. 

Embora um único fornecedor de telecomunicações ofereça muitas vantagens, é necessário mitigar riscos como dependência excessiva e flexibilidade reduzida, por meio SLAs robustos, governança tecnológica e evitar a dependência em tecnologias proprietárias.  

Além disso é necessário ter um parceiro com as ferramentas certas para as operações que precisam ser conectadas, com portfólio de conexões fixas, móveis 4G/LTE, 5G, redes privativas, FWA, satélites, além de SD-WAN (Software-Defined Wide Area Network), rede de longa distância definida por software, para o gerenciamento adequado das conexões.  

 

Sobre a Deutsche Telekom Global Business  

A Deutsche Telekom Global Business foi criada na Alemanha em 2020 para ser a unidade de negócios de serviços de comunicação e conectividade do grupo Deutsche Telekom para clientes B2B. A Deutsche Telekom Global Business foi lançada no Brasil em 2023, mas o grupo já atua com serviços de telecomunicações desde 2005.  

A empresa atua em mais de 25 mercados ao redor do mundo e tem cerca de 3 mil funcionários. O portfólio de serviços está focado em redes corporativas flexíveis e seguras como base para a digitalização e a consultoria estratégica está no centro do modelo de negócios. O portfólio de soluções inclui Links de internet, Lan to Lan, SD-WAN, MPLS (Multi-Protocol Label Switching), FWA (Fixed Wireless Access), conexão por satélite, Wi-Fi e soluções de conectividade IoT/M2M.  

A Deutsche Telekom é a operadora líder na Europa, com mais de 273 milhões de clientes móveis, 24 milhões de linhas fixas, 22 milhões de linhas de banda larga e 200 mil funcionários em todo o mundo.  

Mais informações: https://www.telekom.com.br  


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